Praça no final de linha do bairro atualmente Cosme de Farias.
 A origem da Quinta das Beatas se trata de duas fazendas uma de propriedade das beatas e uma segunda pertencente a família Paranhos, com a morte em 1951 da freira, ligada Igreja Católica, a Igreja passa a arrendá-las e vendê-las através de uma imobiliária IMOB, que administrava todas as terras da Igreja Católica em Salvador. Não era permitido fazer construção em alvenaria, sendo casas simples sendo feitas de barro e telhas, sendo um ambiente muito rural, os moradores tiveram de devastar parte do matagal para criar a primeira rua e erguer suas casas.

O crescimento da demanda por moradias forçou a expansão da periferia urbana, até então representada pelos fundos de vales não drenados e por áreas não urbanizadas, como encostas de alta declividade, que foram ocupadas por camadas de baixa renda. Sem que houvesse políticas orientadas para a provisão de habitação, o preço dos aluguéis se elevou e mecanismos tradicionais de satisfação dessa demanda pelas classes populares foram inviabilizados, instaurando-se uma crise habitacional que, embora terminasse afetando diversas camadas sociais, penalizou especialmente as parcelas mais empobrecidas da população, para quem a cidade urbanizada não mais oferecia espaços habitacionais compatíveis com seu baixo nível ou carência de renda. Deste processo resulta, em Salvador, o surgimento das “invasões”, como passaram a ser denominadas as “áreas de habitação popular que se formaram ou cresceram por ocupação espontânea, direta e, Salvador: transformações na ordem urbana 241 sobretudo, de forma coletiva, iniciada por famílias sem recursos e sem moradias, à revelia do proprietário fundiário, portanto, sem consentimento, intermediação ou comercialização”

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