Quando se demoliu a igreja da Sé, a pedra lavrada, a cantaria talhada, toda ela, toda ela – estou ficando velho, está na hora de eu dizer isso – toda ela foi colocada num terreno de propriedade da Cúria Metropolitana, que se chamava Quinta das Beatas. Pedras de cantaria lavrada, florões de pedra, etc., foi tudo colocado ali. Um dia fizeram uma invasão na Quinta das Beatas, que era um terreno baldio e de marreta quebraram-se as cantarias todas para fazer fundação das casas da invasão, que é hoje o consolidado bairro de Cosme de Farias. Se alguém cavar uma casa em Cosme de Farias, está arriscado a encontrar uma portada de igreja, uma coisa dessas de cantaria talhada aí, na Quinta das Beatas."
Professor Cid Teixeira, comenta sobre a relação da demolição da antiga Sé em 1933 e suas pedras de cantaria foram colocadas no terreno na Quinta das Beatas e a população invadiu o terreno e a base de marretadas quebrando as pedras serviu para construção das alvenarias das casas na Quinta das Beatas e atualmente o bairro de Cosme de Farias.




É UMA PENA QUE DEIXARAM A DEMOLIÇÃO DA IGREJA DA SÉ ACONTECER SENDO PERDIDO PARA SEMPRE ESSE PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL DE NOSSA HISTÓRIA DA BAHIA E DO BRASIL, E SABER QUE PARTE DESSAS CANTARIAS E PEDRARIAS FORAM UTILIZADAS PARA SERVIR DE ALVENARIA DAS CONSTRUÇÕES DAS CASAS DA QUINTA DAS BEATAS HOJE O BAIRRO: COSME DE FARIAS.
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